21 de janeiro de 2012

Suspeita de fraude nas eleições do TRE

253159A eleição que definiu o nome da representante do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) a atuar, nos próximos dois anos, no órgão responsável por garantir a legalidade do processo eleitoral em todos os 417 municípios – o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) – pode ser anulada por suspeita de fraude. A desembargadora Daisy Lago Ribeiro Coelho entrou nesta quinta, 19, com requerimento pedindo a nulidade da eleição na qual foi derrotada por apenas um voto de diferença. A magistrada solicita a realização de um novo pleito e sugere a abertura de uma investigação criminal para apurar os fatos.

Suspeitas - A razão  do pedido de anulação é exata como a matemática. Na votação, realizada no dia 18 de janeiro no Pleno do TJ-BA, 35 desembargadores, contando com a presidente Telma Britto, registraram presença na eleição. Mas o resultado oficial foi 18 votos para Sara Silva de Brito, 17 para Daisy Lago e três em branco. A soma dos votos dá 38.

“Evidente que o somatório de cédulas apuradas não corresponde ao número de desembargadores presentes, o que atrai, de modo inexorável, a nulidade à votação empreendida, posto que não se pode emprestar validade à eleição ou votação secreta se o número de votos não corresponde, com exatidão, ao número de votantes”, escreveu, em seu requerimento, a desembargadora.

Daisy Lago salienta que, apesar de o número de votos válidos coincidir com o de desembargadores presentes, o caráter secreto da votação não permite se chegar à conclusão de que todos tenham manifestado preferência por uma das candidatas ou votado em branco ou nulo.

A magistrada observa que é básico do sistema democrático o princípio de que cada eleitor só pode exercer seu voto apenas uma vez. “Nesta circunstância, é com enorme pesar que se constata a ocorrência de vício insuperável decorrente de erro ou fraude, que macula a validade do resultado e, por isso mesmo, a convocação de uma nova eleição”, disse.

Ressaltando que não pretende manchar a imagem do Tribunal, a desembargadora Daisy Lago  lembra  situações consideradas por ela como “estranhas”, como, por exemplo, o fato de as cédulas de votação (na eleição do TJ-BA as cédulas são de papel) já estarem na cabine de votação. É rito na eleição no Pleno do TJ-BA que o desembargador seja chamado nominalmente, um a um, para a cabine de votação e receba as cédulas das mãos da presidente momentos antes de oferecer seu voto, e a coloque na urna.

“Pode ter ocorrido de alguém votar duas vezes”, argumentou a desembargadora, que já exerce função no TRE desde dezembro passado. A magistrada lembra que no áudio da sessão da votação consta que a desembargadora Luislinda Valois chegou a falar que não tinha recebido a cédula e que alguém lhe disse que a cédula já estava na cabine.

A presidente do TJ-BA, Telma Britto, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai encaminhar o requerimento ao Pleno do tribunal de Justiça ainda nesta sexta.

O documento será submetido à votação na próxima sessão plenária, que deve acontecer no dia 25. A desembargadora Sara Brito informou, também  por meio da assessoria, que, neste momento,  ela prefere não se pronunciar sobre o assunto.

Fonte: A Tarde on line

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5 de janeiro de 2012

Urna eletrônica argentina dá goleada na similar brasileira

Quase dois meses após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter vetado a lei do voto impresso, sob o argumento de que as urnas eletrônicas do País são seguras e invioláveis, analistas voltam a criticar a urna argentina_divulgacaotecnologia brasileira em relatório que compara as urnas brasileiras com as argentinas.  O documento conclui que,  em matéria de transparência eleitoral, as máquinas daqui ficam muito a dever às de lá.

O  Relatório da Observação de Eleição na Argentina com Sistema de Voto Eletrônico de 2ª Geração , feito pelo Comitê Multidisciplinar Independente (CoMind) , mostra que a urna argentina é mais rápida e "mais transparente" que a brasileira, por permitir que tanto o eleitor como o mesário possam conferir a "integridade do registro do voto". 

O relatório foi feito pelo engenheiro Amilcar Brunazo Filho, enviado pelo CoMind e pelo PDT  à Ciudad de Resistencia (capital da Província del Chaco) para observar as eleições municipais do dia 10 de outubro deste ano, e pela advogada eleitoral, também integrante do comitê e representante do PDT no Tribunal Superior Eleitoral, Maria Aparecida Cortiz.

Falhas brasileiras – Dentre as vinte falhas apontadas no relatório das urnas brasileiras, destacam-se a impossibilidade de o eleitor conferir se sua escolha foi registrada de forma correta e a lentidão na contagem dos votos.

Após se identificar na urna por meio do título, o eleitor  digita o número do candidato e o confere com a fotografia, nome e legenda, mostradas na tela da urna. Após essa verificação, o eleitor confirma ou não a escolha.

Concluída essa etapa, o eleitor não tem mais acesso ao voto – ele é criptografado em um cartão de memória (ou disquete) que é levado a um cartório para ser transmitido ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O TRE, por sua vez, confere a assinatura digital dos cartórios, decifra a mensagem criptografada e totaliza os votos. Nas eleições presidenciais,  o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o responsável pela contagem, pela conferência e pela publicação do resultado.

E é aí que reside a grande diferença, segundo o relatório do CoMind. Na Argentina, após votar, o eleitor recebe seu voto na chamada cédula eletrônica e em papel impresso. Se quiser conferir se a escolha foi computada de forma correta, o eleitor encosta o cartão num leitor existente na urna, que mostrará o voto computado, dando a chance de o cidadão conferir o voto eletrônico com o impresso.

Para garantir o sigilo do voto, explica Amilcar Brunazo, o eleitor dobra o papel com o voto e o coloca na urna, juntamente com o cartão. Ao final de votação em cada seção eleitoral, o mesário confere o cartão com o impresso e faz a contagem. Para o observador, o sistema argentino mostra a "plena colaboração das autoridades eleitorais argentinas com a fiscalização, agregando segurança e confiabilidade ao processo eleitoral".

Este sistema eleitoral é novo na Argentina e só foi implementado nas eleições municipais, explicou Amílcar. Diferentemente do Brasil, onde um único órgão (Tribunal Superior Eleitoral) é responsável por todas as eleições, na Argentina eleições municipais e estaduais são controladas por órgãos regionais; já as presidenciais são controladas por órgãos federais.

Na eleição de outubro que reelegeu Cristina Kirchner à presidência, foi adotado o antigo sistema sem voto impresso conferível pelo eleitor. 

Sobre a demora na divulgação do resultado de cada seção eleitoral, o relatório aponta que nas eleições de outubro do ano passado no Brasil, o TSE demorou quase dois dias. Já na Argentina, a divulgação ocorreu 2 horas e 15 minutos após o encerramento da votação.

Em relação ao tempo de divulgação do resultado das eleições, o TSE publicou em seu portal que 97,1% dos participantes avaliaram positivamente a agilidade na apuração.

Fonte:http://www.dcomercio.com.br/index.php/politica/sub-menu-politica/79397-urna-eletronica-argentina-da-goleada-na-similar-brasileira

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3 de dezembro de 2011

Rússia: Eleitores poderão conferir seus votos no próximo domingo

 

A utilização da urna eletrônica é uma das grandes novidades que a Rússia reserva para as eleições do próximo domingo, 4, que apontarão os novos deputados da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo. Além da adoção da urna eletrônica, todo um complexo eletrônico vai processar a realização do pleito e a apuração dos resultados. O complexo está programado para rejeitar boletins de apuração que apresentarem erros de informação.

A votação eletrônica funcionará da seguinte forma: após se identificar junto aos mesários, os eleitores receberão cartões magnéticos nos quais estarão registrados os nomes e os partidos dos candidatos. Os cartões serão introduzidos nas urnas e a escolha do eleitor será digitada assim que a tela indicar as candidaturas escolhidas. A urna também estará programada para emitir comprovantes através dos quais os eleitores poderão comprovar se as suas escolhas estão de acordo com as que foram processadas pelos computadores.

As urnas eletrônicas estarão instaladas em milhares de seções eleitorais em toda a Rússia e também no Cosmódromo de Baikonur no Cazaquistão, além das embaixadas e consulados da Rússia na Alemanha, Letônia e Polônia. O uso da urna eletrônica nas eleições para a Duma servirá de teste para a sua utilização, de forma mais ampla, nas eleições presidências russas que acontecerão em 4 de março de 2012. Os deputados eleitos domingo exercerão mandatos de cinco anos. Até então, os mandatos parlamentares eram de quatro anos.

Fonte:http://www.diariodarussia.com.br/eleicoes/noticias/2011/12/01/urna-eletronica-e-a-novidade-na-eleicao-de-domingo-3/

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25 de novembro de 2011

Por que a empresa Procomp criaria um setor específico para investigar fraudes nos caixas eletrônicos?

Em 2002,  existia um departamento denominado  ’COORDENAÇÃO DE SEGURANÇA’ dentro da empresa Diebold Procomp, onde o diretor era o Sr Flavio Cappelletti Junior, e tinha como coordenador o Sr Mauro Princiotti, ex-militar da Aeronáutica.
Urna Eletrônica Paraguai 2003E claro, fica a pergunta: Por que a empresa Procomp criaria um setor específico para investigar fraudes se ela, os bancos e principalmente o TSE enaltecem que os produtos (caixas e principalmente URNAS) são invioláveis, não passiveis de fraudes? 
Para investigar possíveis fraudes, esses técnicos e terceiros eram usavam vários aparatos como escutas clandestinas, tortura psicológica, coação e principalmente GRAMPOS TELEFÔNICOS.
Dezenas desses grampos telefônicos ilegais e escutas clandestinas  foram juntadas pelo Sr Mauro no Processo 02407200903402004 TRT-SP, demonstrando claramente quais os métodos que a empresa usava para investigar funcionários e treceiros, não respeitando as leis brasileiras, nem a individualidade alheia.
Em 2007, houve denúncias feitas aos americanos, donos da Procomp, sobre assédio sexual, tortura, coação, favorecimento financeiro a gerentes e diretores por empresas terceirizadas e fraudes em documentos. Por isso houve uma grande investigação que culminou com a demissão do Sr Mauro Princiotti, que segurou o “rojão” sozinho. 
Tal situação leva a crer que se a Procomp tinha o poder de grampear funcionários, ex funcionários e terceiros,  poderia muito bem ter grampeado deputados, senadores, Presidente da República, vereadores, governadores, donos de empresas concorrentes, empresas terceirizadas, ou seja, quem ela quisesse, partindo do princípio de que conseguia ilegalmente grampear telefones, já que as provas estão no processo trabalhista acima, e em depoimentos de ex-funcionários que trabalharam no SETOR DE INVESTIGAÇÕES. Inclusive uma das pessoas ouvidas em inquérito,  afirmou categoricamente que ouviu vários grampos telefônicos ilegais. 
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9 de novembro de 2011

Senado revoga obrigatoriedade de urna imprimir voto na eleição de 2014

Projeto foi aprovado em comissão de forma terminativa e vai à Câmara.
Exigência estava prevista na minireforma eleitoral aprovada em 2009.

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (9) projeto de lei que revoga a entrada em vigor da impressão do voto da urna eletrônica a partir das eleições de 2014.

O projeto foi votado de forma terminativa (sem necessidade de ir a plenário) e vai diretamente para a Câmara dos Deputados.

Em 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sancionado a lei da reforma eleitoral, a 12.034/2009, que previa auditoria no voto impresso de 2% das urnas a partir das eleições de 2014.

O artigo da lei sobre a impressão do voto previa que "após a confirmação final do voto pelo eleitor, a urna eletrônica imprimirá um número único de identificação do voto associado à sua própria assinatura digital. O voto deverá ser depositado de forma automática, sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado. Após o fim da votação, a Justiça Eleitoral realizará, em audiência pública, auditoria independente do software mediante o sorteio de 2% (dois por cento) das urnas eletrônicas de cada Zona Eleitoral".

Fonte:http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/11/senado-revoga-obrigatoriedade-de-urna-imprimir-voto-na-eleicao-de-2014.html

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