A falta de um debate amplo sobre os prós e contras do atual sistema de voto eletrônico utilizado no Brasil é uma reclamação comum entre os especialistas que apontam falhas no processo. Sobre o tema, destacamos o artigo “Debate” sobre a segurança das urnas eletrônicas não avançou!, publicado dia 03 de junho de 2009, onde comentamos sobre o Seminário Urna Eletrônica – Jornada pelo Aperfeiçoamento, realizado pela Alesp.
Segundo a jornalista Elaine Granconato, representante do Jornal Diário do Grande ABC, o “debate” não avançou devido à insistência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em reafirmar que "as urnas são seguras e o processo, transparente".
Negligenciando as várias denúncias de falhas no sistema eleitoral que tomaram conta do país após as Eleições Municipais de 2008, o TSE continua com a estratégia de “blindagem” da urna eletrônica. Para eles, não aconteceu nada, as máquinas não falharam e a Justiça Eleitoral é totalmente idônea e transparente.
O Administrador Eleitoral não economiza esforços na campanha de marketing positivo do voto eletrônico. Tanto é que iniciou em março de 2009 a campanha “Por dentro da urna eletrônica”, onde pretende divulgar a sua versão sobre algumas polêmicas da eleição passada.
- Caso Caxias (MA): o vídeo apresenta as vagas conclusões obtidas pela Polícia Federal, como forma de convencer o eleitor de que não ocorreu nenhum tipo de violação. O jornalista deixa claro que a Polícia Federal não identificou violação “nos lacres e nos componentes físicos das urnas eletrônicas recebidas”, entretanto não faz menção às irregularidades identificadas na interface computacional do equipamento;
- Resultados obtidos pela pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Nexus: com credibilidade questionável, conforme o artigo O antes e o depois das reportagens sobre fraudes nas urnas eletrônicas, publicado dia 23 de janeiro de 2009.
- Opinião contrária à implementação da materialização do voto: utilizando-se das conclusões obtidas no teste de 2002, justificando que houve demora na votação, falta de interesse dos “eleitores” pela recontagem, panes nas impressoras e o alto custo dos módulos de impressão. Considerando que não destacaram o interesse dos candidatos pela recontagem, nem informaram sobre o valor irrisório dos módulos de impressão frente aos kit´s biométricos, a retórica ainda não convenceu.
- Declarações do Ministro Carlos Ayres Brito: presidente do Tribunal, informando que a tela de confirmação do voto, novidade nas Eleições Gerais de 2010, trará a certeza para o candidato de que ele não irá perder ou ganhar a eleição mediante fraude.
Segue abaixo o vídeo institucional disponibilizado no site do Tribunal.













Parabéns pela defesa da democracia!
Corrigimos o texto, conforme vocês nos alertaram.
O novo texto chama-se "Nós não confiamos em máquinas", e pode ser acessado em
http://cogitamundo.wordpress.com .
Também respondemos ao comentário colocado no texto original.
Obrigado pela ajuda!
Equipe Cogitamundo
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